Mudanças a caminho!

Olá!

Há um ano, entrei no blog Novidades Automotivas e, consequentemente, deixei de utilizar este espaço. A partir de agora, pretendo reutilizá-lo apenas com colunas sobre o mundo automobilístico, em um âmbito internacional.

Aguardem!

Johanns Lopes

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Combo!

É, arrisco a dizer que estamos em uma época onde o mercado automotivo nunca esteve tão favorável.

Em vendas, já foi melhor, talvez. Mas as mudanças no mercado automotivo nos últimos meses tem criado uma atmosfera de harmonia que tem encorajado as montadoras. Talvez não tenham sido as vendas em alta, mas os últimos lançamentos deixaram as marcas automotivas com um sorriso de uma orelha à outra. Pudera, lançar um carro ótimo, com preço bom (nem sempre) e revolucionário em condições tão harmoniosas, a situação não poderia ser diferente.

Vou começar a falar do Kia Soul. Vou tentar me controlar nos comentários e não passar a sensação de sensacionalismo, mas o carro é espetacular em todos os sentidos! Design controverso, mas em minha opinião, é um carro lindo. Soluções, cores, curvas no design, interior, tudo isso forma uma soma de fatores que resultou no carro que ele é, um sucesso de crítica (positiva). E pelo visto, de público também. A Kia só tem a ganhar no mercado brasileiro. Carros bons, confiabilidade que o público não tinha há 15 anos e preços bons. Um fator bem importante.

Feio para uns, lindo para outros. De fato, o Kia Soul chegou ao mercado brasileiro para “agitar” os concorrentes. Preço bem atraente (R$ 51.490, diga-se de passagem). Até o dia 22 de agosto, vendeu 339 unidades, superando as expectativas da Kia.

Os lançamentos não param por aí…

Não se trata de um lançamento deste mês, mas o smart (em minúsculo mesmo) Fortwo, pelo visto, foi bem recebido no Brasil. Como o próprio nome diz, só carrega duas pessoas. Mais urbano impossível. E não deixa de ser um carro atraente. Economicamente falando, claro.

Novo Crossfox

Com o lançamento do novo Fox próximo (previsão para Outubro), a revista Quatro Rodas publicou, em primeira mão, projeções de acordo com uma foto que conseguiram com o veículo. O resultado, para muitos fãs do carro ou apenas leitores assíduos do mundo automotivo, foi satisfatório. O carro ficou com linhas harmoniosas combinado ao leve estilo Crossover.

Apesar de ser uma projeção, podemos perceber um resultado positivo. Aguardemos ansiosamente o resultado. O novo Fox vai ser lançado provavelmente no mês de Outubro, totalmente renovado, com o propósito de se distanciar de seu irmão Gol e ganhar “luxo”. Teto solar pôde ser visto em vários novos Fox disfarçados em teste. A meta da Volkswagen é, principalmente, cravar uma luta entre o Fox reestilizado e o novo compacto premium da Chevrolet, o Agile. Ahh, falando no Agile…

Agile

Se assustou? Foi essa a reação de muitos ao ver a imagem oficial do novo compacto premium da Chevrolet, o Agile. Seu design é controverso, muitos o chamam de “grade” de caminhão. Na verdade, todos estavam com medo de sofrer a mesma decepção no lançamento do Celta em 2000. Em minha opinião pessoal, o resultado foi satisfatório. Apesar da enorme grade, achei o design bonito, e os faróis também. A lateral ficou harmoniosa, não lembra as linhas retas de um compacto rústico. A traseira promete ser um Gran Finale neste grande segredo denominado Agile. Também aguardaremos ansiosamente.

Saveiro!

Sim, essa é a nova Saveiro! Totalmente renovada, a picape abandona de vez a Geração 4 do Gol e se atualiza. As mudanças foram harmoniosas; a Volkswagen finalmente começou do zero uma nova lanterna, que até a Saveiro G4, era praticamente a mesma desde 1997. A traseira é alta, como a Montana, e há um “degrau”, como na concorrente.

Deste ângulo, podemos perceber a altura da caçamba. A princípio pode parecer estranho, mas o design ficou bom. Pena que a Saveiro foi lançada com um atraso de um ano em relação ao Gol Geração 5. O mesmo caso da Parati, que nem sabemos se terá um futuro ou sairá de linha, sendo substituída pela nova Spacefox. Em todo caso, fico na torcida por uma nova Parati, e que não demore mais um ano.

Cerato.

Nome familiar?

Este tímido sedan da Kia sofreu uma reestilização, e apesar de muitos acharem o mesmo muito parecido com o Civic, e possui um dos maiores custo-benefício do mercado.

Custando a partir de R$ 49.990, você leva um sedan bonito, confortável e que atende bem às necessidades urbanas e, caso você goste de viajar, deve ter um ótimo desempenho na estrada.

Enfim, chega de papo de vendedor. O Cerato chega renovado, com preço competitivo e bem equipado, e promete uma briga com outros sedans médios do mercado, incluindo o Civic.

O polêmico City

Não vou negar que o Honda City é um carro bonito, bem equipado, e para muitos fãs das montadoras do Japão, só por ser da Honda basta. Mas o preço não é muito agradável… A partir de R$56.210, é quase o preço de um Civic básico, a partir de 62 mil reais. Apesar do preço irracional, em minha opinião, o City está vendendo horrores, talvez pela boa fama da Honda. Ele ficou no trigésimo lugar no ranking dos mais vendidos, na frente de Vectra, Linea e C4 Pallas.

O “Combo” de novidades termina aqui. Espero realizar muitos destes, afinal, novidades no mercado automotivo sempre são boas. Por falar em novidades…

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, anunciou que a marca irá lançar, além da Saveiro, mais seis veículos no país. Não se sabe ao certo quais são, mas dois deles já temos certeza: Fox e Crossfox (reestilizados). Alguns apostam em Gol G5 2 portas, Gol Bluemotion e, talvez, Gol GTI com motor Turbo, porém, a Volkswagen afirmou que não possui mais interesse em lançar o Gol GTI e os protótipos com o motor Turbo serão destruídos.

Obrigado pela leitura, e até a próxima!

Texto de Johanns Eller.

E-mail:     johanns.spencer.lopes@gmail.com

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Lançamentos: avanços ou regressos?

Que o mercado automotivo brasileiro cresceu, ele cresceu, não tenha dúvidas. Mas nem sempre crescer pode significar em produtos de qualidade.

A Chevrolet, marca da General Motors, continua com modelos defasados, como S10, Blazer, Astra, porém, que apresentam um belo custo-benefício, principalmente o Astra, que é vendido por 44 mil reais na versão completa.

Os lançamentos esperados para este ano não são tão animadores quanto os do ano passado, como o Gol Geração 5 e Voyage.

Falando em Volkswagen… A Nova Saveiro – Arena – já não possui tanto destaque assim. O Novo Fox pode ser chamado de um dos lançamentos mais animadores e esperados do ano. Segundo revistas automotivas, o Novo Fox irá abandonar o acabamento pobre tão comentado por seus donos e por outras pessoas, além de contar com itens de “luxo” para a maioria dos compactos, como teto solar e computador de bordo. Diversas projeções já foram feitas, baseadas em flagras de vários novos Fox rodando camuflados pelo Brasil. A revista Quatro Rodas, considerada a melhor no segmento de revistas automotivas, destacou uma projeção do Novo Fox na edição de maio de 2009:

Quatro Rodas - Edição de Maio de 2009 (em destaque, a projeção do Novo Fox)

Quatro Rodas - Edição de Maio de 2009 (em destaque, a projeção do Novo Fox)

Junto do Novo Fox, temos o tão comentado Projeto Viva, da Chevrolet, que se trata de uma nova família de veículos, que teoricamente iria se estabelecer em um segmento pré-determinado, entre o Celta e o Corsa (que já ocupou o segmento do Celta). Recentemente, a Chevrolet anunciou que seu novo Hatch, proveniente do Projeto Viva, se chamaria Agile. Não há uma projeção mostrando como seria exatamente seu design, aliás, esta tarefa está sendo árdua para muitos blogs, sites e revistas. A maioria dos fãs da marca ou até mesmo de quem acompanha o mundo automotivo tem medo de sofrer a mesma decepção que muitos sofreram no lançamento do Celta em 2000. “É um Corsa maquiado e empobrecido“, foi o que muitos disseram. Agora, todos esperamos que isto não se repita. Porém, recentes flagras do interior do Agile na Argentina não alegraram muitos pessimistas. Alguns reclamaram da maçaneta interna e do estofado do banco, mas não podemos nos esquecer que pode se tratar de um interior provisório, sujeito a mudanças.

Projeção do Chevrolet Viva, feita pela revista Auto Esporte.

Projeção do Chevrolet Viva, feita pela revista Auto Esporte.

Até agora, são projeções. Nada concreto, vale ressaltar.

Em contrapartida, os lançamentos nada animadores para alguns:

Começarei pelo Honda City, o Fit Sedan. Se tratando de Honda, podemos imediatamente pensar em belos designs, tecnologia japonesa e carros de qualidade. Então, por que o City é um lançamento “ruim” na visão de muitas pessoas?

Honda City

Honda City

A resposta está no preço. Segundo a Honda, o City será lançado a partir de R$ 56.210, e seu irmão maior, o Civic, é vendido por R$ 62.000. Apesar da grande diferença de 6 mil reais, o preço continua sendo absurdo. Quem tem condições de comprar um veículo de 56 mil reais geralmente tem condições de adquirir um veículo de 62 mil reais (fonte: Quatro Rodas), bem mais superior. Mas como é novidade, bonito e, principalmente, Honda, não duvido que venda bastante.

Outro lançamento que não está sendo bem recebido por quem acompanha o mercado automotivo é a “nova” Ranger. Que a Ranger precisa de uma reestilização, isto é fato, mas todos aguardavam a nova Ranger – apresentada como conceito recentemente – ou uma nova Ranger baseada no conceito, mas o que virá para o mercado brasileiro, segundo quem acompanha o mesmo, será uma “gambiarra”: uma reestilização, que cá entre nós, deixou o carro pior que antes.

Projeção da nova Ranger.

Projeção da nova Ranger.

Esta “nova” Ranger surpreendeu muitos, pois a Ford, que aparentemente estava querendo manter o mercado brasileiro no mesmo patamar que o mercado europeu (vide novo Focus), lançou apenas uma reestilização simples, que aparentemente, deixou o carro rústico demais, de acordo com esta projeção da Auto Esporte.

Atualmente vivemos com modelos defasados, que apesar destas condições, possuem um bom custo-benefício. E se vende, estimula o fabricante a manter o carro assim como está. Não devemos parar de comprar, mas elas (as montadoras) devem lançar bons carros a preços menos absurdos que atualmente, cobrar um City por menos não faria mal. Mas como já foi dito, se brasileiro compra, é bom, e isso basta.

Por Johanns Lopes

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Morre a Pontiac

Quem nunca ouviu falar na Pontiac?

Embora nunca tenha chegado oficialmente ao Brasil, a Pontiac sempre foi, mesmo que nem tanto, famosa.

A Pontiac é uma das subsidiárias da General Motors, marca que vem acompanhando sérios problemas financeiros nesta crise econômica. A Pontiac ficou famosa pelo seu modelo GTO e atualmente o Solstice (vide a foto) é o veículo que mais chama atenção na marca, além dos outros, como a “família” G3, G5, G6 e G8, Torrent e Vibe.

Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC poderão ser as únicas marcas da GM em solo americano. As outras subsidiárias, Hummer, Saab e Saturn terão seus destinos decididos até o final do ano, trágicos ou não, podendo ter o mesmo fim da Pontiac.

É, parece que lá fora não estão sofrendo com uma marolinha (com o perdão do trocadilho), isso é mais do que óbvio. A situação está ficando cada vez mais séria; depois do fim da Pontiac, que faz parte do plano de reestruturação da empresa, outras marcas de tradição poderão “morrer”. Seria difícil ver que Hummers H3 não iriam mais ser fabricados, além dos Saab e Saturn.

Não acredito na salvação da General Motors. Não que eu queira que ela afunde, mas, com 7 marcas (3 com destinos indecisos) com vendas em baixa e uma dívida de 27 bilhões de dólares, uma salvação dessas só com milagre. Vamos ver no que irá resultar (aliás, no que já está resultando).

… enquanto isso, no Brasil, continuamos com os carros ultrapassados da Chevrolet, como Astra, S10, Blazer, Corsa e Classic, com preços absurdos. Mas isso é uma outra história para outro dia.

Por Johanns Lopes

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Airbag e ABS obrigatórios: um avanço

Veículo com ABS

Volkswagen Polo com ABS

Há pouco tempo, os motoristas brasileiros receberam uma boa notícia: ABS e Airbags se tornaram obrigatórios.

ABS (Anti-lock Braking System) é um sistema de frenagem que evita o travamento das rodas em uma frenagem brusca, fazendo com que a frenagem seja eficiente e o carro não deslize pela pista e atinja um obstáculo (um carro, um animal, ou uma pessoa). Em dias de chuva, uma freada brusca com o ABS faz com que o carro não “deslize” em consequência da pista molhada, pois as rodas não travam; já sem o ABS, o carro iria deslizar e consequentemente atingir um obstáculo, seja um animal, carro ou pessoa.

Sequência de imagens que mostra o Airbag em ação.

Sequência de imagens que mostra o Airbag em ação.

O Airbag, ou basicamente bolsa de ar, é um item de segurança importantíssimo. Quando o veículo sofre uma colisão a mais de 40 quilômetros por hora, o Airbag infla, com o propósito de evitar que o passageiro ou motorista se machuque com o impacto da colisão. O Airbag infla em menos de 0,8 segundos e pode causar consequências graves ao motorista ou passageiro se este estiver em uma posição incorreta.

A lei obriga as montadoras a fabricarem todos os seus veículos com esses itens de segurança. Não se sabe se o preço dos carros irá aumentar (ainda mais), mas se tratando de montadoras brasileiras, tudo é possível.

Projetos existentes, como Fox, Gol, Palio e Fiesta, tem até 1º de janeiro de 2014 para possuírem 100% da produção com os itens de segurança. Visando que o mercado ainda possui veículos defasados como o Fiat Mille e a Volkswagen Kombi, não sabemos se os mesmos receberão versões novas ou até mesmo adaptações, ou sairão de linha. Um novo Fiat Uno está para ser lançado em 2011, porém fontes afirmam que teve lançamento adiantado para 2009, mas esses rumores não possuem nenhuma base concreta até o momento.

De fato esta lei foi aprovada tardiamente, mas pelo menos veio, e isto é um grande avanço. Na Europa vários outros itens de segurança são obrigatórios, como o ESP, mas como nosso país é um ‘país em desenvolvimento’, devemos nos contentar com estes itens de segurança, que já bastam para diminuir os acidentes e vítimas no trânsito.

Por Johanns Lopes

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Ultrapassagens

Ultrapassar é o que os motoristas atuais mais fazem durante um percurso, principalmente em viagens. Tudo para chegarem um minuto mais cedo no seu destino.

Não sou contra ultrapassagens, faria uma para ultrapassar um caminhão na estrada ou um “motorista dono da rua”, vulgo “motorista de final de semana”. Mas… Em percursos urbanos? Ultrapassar um carro só porque ele demorou  segundos para pisar no acelerador e passar pelo sinal verde? Onde está a paciência dos motoristas brasileiros?

Neste Carnaval viajei para a cidade de Rio das Ostras, e achei incrível a quantidade de ultrapassagens perigosas, inclusive de noite. Dois carros ultrapassando um caminhão na mesma pista, ônibus rodoviários em alta velocidade fazendo ultrapassagens em curvas perigosíssimas, caminhões cortando carretas ou vice-e-versa.

Por incrível que pareça nenhum se acidentou, abusaram da sorte, até demais. Contando com sua “infalível” sorte, o m0torista não irá parar de fazer ultrapassagens até quase sofrer um acidente, ou até mesmo sofrer um acidente. Ultrapassagens urbanas causam acidentes sim, mas não com as gravidades de um acidente em decorrência de uma ultrapassagem em uma estrada.

Tudo isso para chegar mais cedo no destino ou acabar assim:

Vale a pena correr esse risco?

Por: Johanns Lopes.

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Visão futurística

Na segunda metade da década de 1980, começaram a imaginar o carro da década de 1990. Imaginaram um carro com linhas ousadas, idéias futurísticas, enfim, algo como os conceitos que as marcas apresentam atualmente.

Bertone Villa, um dos milhares de conceitos futuristas existentes

Bertone Villa, um dos milhares de conceitos futuristas existentes.

Este carro, Bertone Villa, apresenta idéias como portas de vidro. Além disso, há outros padrões futuristas, como o design ousado e as rodas um tanto esquisitas.

Toyota Rin.

Toyota Rin.

Olhe para este carro-conceito. Consegue imaginar um carro desses rodando por grandes metrópoles como New York, Londres, São Paulo?

Imaginamos este carro para a década de 2020, assim como imaginavam carros futurísticos como o Toyota Rin para o ano de 1995.

Honda Civic 1995.

Honda Civic 1995.

Um tanto diferente da visão de 1980, não?

Enfim, a pergunta fica no ar. A visão futurística de hoje não passará de um sonho ou esses conceitos irão vingar?

Os carros tradicionais (leia-se com quatro rodas, movidos a combustão ou eletricidade, faróis, enfim) da atualidade devem ser modificados, sim. Mas não de forma tão drástica como alguns conceitos mostram. Compare um Ford T com um Ford Fiesta. Diferente, não? Pois levaram mais de 70 anos para ter essa mudança drástica. Quem sabe daqui a uns 70 anos nossos netos estariam dirigindo um carro como o Toyota Rin ou o Bertone Villa, lembrando dos carros atuais imaginando-os como o Ford T?

Pensado e idealizado por Johanns Lopes.

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João Amaral Gurgel, o mestre

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel era o nome dele. Um visionário. Gurgel realizou seu sonho de criar um carro 100% Brasileiro, ao lançar o BR-800 em 1988.

Infelizmente, João Augusto Amaral Gurgel veio falecer aos 82 anos no dia 30 de janeiro, vítima de mal de Alzheimer.

Gurgel poderia ser comparado com Henry Ford.

Gurgel pode ser comparado com Henry Ford.

Não há muitas informações sobre Gurgel, ao que parece ele teoricamente teria nascido em Franca, município de São Paulo, em 1926 (segundo o site Wikipedia).

João sempre teve um sonho: criar um carro genuinamente brasileiro. Na Escola Politécnica de São Paulo, ouviu de seu professor ao mostrar um protótipo denominado Tião: “Carro não se fabrica, Gurgel, se compra.”

Fez pós-graduação nos Estados Unidos da América e trabalhou na Buick Motors Corporation e na General Motors Truck and Coach Corporation.

Em 1969, fundou a Gurgel Motores S/A na cidade de Rio Claro, para realizar seu velho sonho de fazer um carro totalmente brasileiro. Seu primeiro carro foi o Ipanema (não confudir com a versão Station-Wagon do Chevrolet Kadett), uma espécie de buggy com jipe, popularmente chamado de “bugre”, com chassis da Volkswagen.

Em 1973, o Gurgel Xavante foi lançado, uma espécie de jipe urbano. Logo depois, viria o X12 e o X12 TR, com o chassi de plasteel e teto rígido.

No ano de 1974, Gurgel apresentou o primeiro carro elétrico da América Latina: o Gurgel Itaipu.

Com apenas cinco anos de mercado, a Gurgel apresentou o primeiro carro elétrico da América Latina.

Com apenas 5 anos de mercado, a Gurgel apresentou o...

… primeiro carro elétrico da América Latina.

A Gurgel seguia com idéias inéditas, como o Chassi plasteel e a garantia de até 100.000 quilômetros.

Segundo rumores, em 1979, toda a linha Gurgel foi exposta no Salão de Genebra, na Suíça, onde agradou boa parte dos visitantes. Neste mesmo ano, foi lançado o X15, uma espécie de furgão. Era um carro que seguia linhas estranhas para a época (e para a época atual também), além da dianteira chamar muita atenção pela enorme grade preta e a palavra Gurgel em letras garrafais.

Publicidade do X15 (versão militar).

Publicidade do X15 (versão militar).

Em 1980, a Gurgel já possuia 10 modelos, oferecidos nas versões a gasolina e a álcool, apesar de João ser contra o combustível vegetal.

Neste mesmo ano foi testado o furgão Itaipu E400, que mais tarde seria vendido junto com versões picape (cabine simples ou dupla) e passageiros. Com a mesma carroceria, foi lançado o G800, uma versão monovolume para passageiros do E400.

Também havia o Gurgel G15L, uma picape, o X12 (o jipe) e o XEF, que foi uma tentativa da Gurgel de tentar vender um sedan compacto, algo inédito para a época.

Gurgel XEF, um dos principais - e esquecidos - modelos da Gurgel.

Gurgel XEF, um dos principais - e esquecidos - modelos da Gurgel.

Em 1984, foi lançado o SUV Carajás, um dos veículos mais belos e luxuosos da Gurgel. Era vendido nas versões Standart, LE e VIP. Apesar de seu Design aparentar ser o de um crossover, o Carajás não tinha tração 4×4 e a intenção da Gurgel perante o Carajás era fabricar um Crossover. Seu principal rival era o Toyota Bandeirantes.

Gurgel Carajás, o mais belo e luxuoso modelo da Gurgel.

Gurgel Carajás, o mais belo e luxuoso modelo da Gurgel.

Em 1986, o X12 passou por mudanças estéticas e passou a se chamar Tocantins. No dia 7 de setembro de 1987, foi apresentado o protótipo Cena (“carro econômico nacional”). A idéia da Gurgel era a que ele fosse o veículo mais barato do Brasil, por 3000 dólares cada veículo e 5% de IPI, enquanto os outros carros do mercado possuíam 25% do IPI.

Deste projeto nasceu o tão sonhado carro genuinamente brasileiro, o BR-800. Um carro pequeno, bonito e muito econômico. Na época, vários BR-800 foram distribuídos para serem “testados” por pessoas comuns e o carro teve uma aceitação positiva. O BR-800 era vendido por 7000 dólares, 30% mais barato que outros veículos do mercado.

Na época houve o incentivo de aquisição de ações da Gurgel Motores, sob a campanha “Se Henry Ford o convidasse para ser sócio, você não aceitaria?”. Cada comprador pagou os 7000 dólares pelo carro e 1500 dólares pelas ações, gerando um bom negócio para muitos.

No final da década de 1980, a Gurgel Motores adquiriu dívidas e recorreu a empréstimos junto ao governo federal de José Sarney. Modelos como o Tocantins saíram de linha.

Em 1990, apresentou o Motomachine, que poderia ser adquirido inicialmente apenas por acionistas. Era excepcionalmente quadrado, tinha portas de acrílico e tinha espaço para apenas duas pessoas.

O então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, tomou medidas que prejudicaram a Gurgel. Isentou o IPI de todos os carros com cilindradas abaixos de 1000cm3, o que levou as outras montadoras a produzirem carros com tal cilindrada. O BR-800 aos poucos foi perdendo espaço no mercado automobilístico.

Em 1991, o Gurgel BR-800 saiu de linha junto com os outros jipes.

Tentando se manter em pé no mercado, a Gurgel lançou o Supermini em 1992. Infelizmente, era muito caro comparado ao BR-800 e não alavancou as vendas.  A Gurgel tinha o projeto do Gurgel Delta, “um sonho que enterrou o sonho”, como foi dito anos atrás pelo site WebMotors. O projeto Delta não vingou e a Gurgel se atolou em dívidas.

Em junho de 1993, a Gurgel pediu concordata. Em uma última tentativa de salvar a marca, pediu ao governo um financiamento de 20 milhões de reais para salvar a empresa. O financiamento foi negado e a fábrica encerrou suas atividades decretando falência em 1994, enterrando de vez o sonho do Henry Ford brasileiro.

Atualmente é difícil ver um Gurgel na rua, mais difícil ainda ver um em bom estado. Foi triste ver uma empresa que criou o primeiro carro elétrico da América Latina afundar junto com todos os seus modelos.

Em 2003, o registro da Gurgel no INPI expirou e o empresário Paulo Emílio Freire Lemos assumiu o nome da  Gurgel Motores por 850 reais. Como a família Gurgel não foi comunicada sobre o fato, ela entrou com um processo contra Paulo.

A atual Gurgel Motores fabrica o TA-01, um triciclo agrícola e a empilhadeira FD-30 TJ.

Foi-se o tempo que havia o desejo e a esperança de fazer um carro genuinamente brasileiro. Uma das principais causas da derrubada drástica da Gurgel foi a entrada do mercado automobilístico internacional no Brasil (a entrada destes carros no Brasil não foi necessariamente uma desvantagem). Atualmente, os “populares” custam de 21 mil reais para cima.

Há 4 anos atrás, em 2005, um artigo sobre João Amaral Gurgel foi publicado na revista Quatro Rodas onde o colunista afirmava o seguinte: “Espero que um dia Gurgel abra seus cansados olhos e ouça que seus carros voltaram a ser fabricados, dando um leve sorriso.”

Infelizmente, isso não aconteceu. João Augusto Conrado do Amaral Gurgel sofria do mal de Alzheimer há 8 anos e não reconhecia mais seus filhos e outros parentes próximos. Morreu em um hospital em São Paulo aos 82 anos.

Em tempo: descanse em paz, mestre.

Pensado e idealizado por Johanns Lopes.

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Clima nostálgico

Estamos no meio de uma crise econômica sem tamanho, afetando literalmente todos os países do mundo.

O que mais se ouve por aí são avisos do tipo “Não compre carros nem objetos de alto valor durante a crise!”. Mas, sinceramente, os preços são tentadores.

Um belo exemplo é o Honda Civic. Custa originalmente 62 mil reais, mas como uma leve reestilização vai chegar neste mês ainda, a Honda decidiu queimar seu estoque, vendendo a versão LXS por 57 mil reais. O resultado?

Pulou da média de 4000 unidades mensais para quase 7000 unidades mensais, ficando na frente de populares como Celta, Fox, Ka & cia.

Muitos devem estar achando estranho. Um Sedan Médio em quarto lugar no Ranking dos mais vendidos?

Durante um certo período (1985 até 1987, para ser mais exato), o Chevrolet Monza, considerado um Sedan Médio luxuoso para a época, foi o veículo mais vendido do Brasil. O Civic não foi o mais vendido, mas vendeu bastante.

O IPI baixou, os carros ficaram mais baratos, e… Venderam mais. É incrível que, em plena crise financeira, o brasileiro se seduza com as palavras do presidente que estamos “salvos” da crise e com os preços baixos. Posso estar fazendo tempestade em copo d’água, mas até nos assegurarmos que estaremos seguros nesta crise, acho uma insanidade comprar carro Zero KM atualmente.

Carros “baratos”, Sedans Médios entre os 6 mais vendidos… Será que em plena crise, voltamos aos velhos tempos?

Por Johanns Lopes.

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O recomeço!

Hoje recomeçamos o Blog Coluna Automotiva, que antes estava disponível no provedor Blogger. Para melhorar a sua leitura, recomeçamos do zero para continuar com nosso serviço no WordPress. Vocês poderão encontrar na pasta arquivos todas as outras postagens da Coluna antiga.

Obrigado pela atenção de desculpem-nos pelo transtorno!

Johanns Spencer Lopes e equipe.

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